03 · Metodologia
METODOLOGIA.
A metodologia geral do ensino da Templum: currículo, estrutura de aula, trilhas e o manual que mantém os professores alinhados. (O acolhimento do iniciante tem documento próprio.)
A METODOLOGIA GERAL
Como a Templum ensina.
Este é o documento da metodologia geral da Templum: currículo, estrutura de aula, trilhas, o alinhamento dos professores e os indicadores que dizem se está funcionando. Vale para toda a operação de ensino.
Há um documento à parte para iniciantesO acolhimento e as primeiras aulas de quem está começando — a jornada do aluno novo — são tratados na Metodologia de Iniciantes, um documento próprio. Aqui ficam as diretrizes gerais, que valem para todos.
Treino duro, ambiente saudável. Entender antes de decorar. Jiu-jitsu como prática e estilo de vida.
01 — POSICIONAMENTO
O que a Templum é — e o que não é.
Toda metodologia é consequência de uma escolha de posicionamento.
Nossa escolhaA Templum forma praticantes de jiu-jitsu para a vida inteira, não atletas de competição. Nosso aluno é o adulto — médico, empresário, trabalhador — que treina duas ou três vezes por semana e quer chegar aos 50 anos inteiro, com técnica, saúde e cabeça no lugar. Isso significa priorizar compreensão sobre volume, constância sobre intensidade e longevidade sobre resultado de campeonato. Quem quer competir tem espaço na Templum — mas o método não é desenhado em função disso.
Consequência prática: não copiamos modelos de contagem rígida de aulas voltados para formação de atleta. O critério é constância + compreensão, e o currículo é desenhado para quem treina 2×/semana — não para quem treina 6×.
Princípios da Templum
- Técnica acima de força.
- Entender antes de decorar.
- O básico profundo é poderoso.
- Treino duro, ambiente saudável.
- Jiu-jitsu como prática e estilo de vida.
- Evolução constante sem perder o equilíbrio.
02 — VISÃO GERAL
A arquitetura em uma tela.
| Ciclo | 17 semanas, repetido 3× por ano. Todo o jiu-jitsu essencial coberto três vezes ao ano. |
| Bloco | 4 blocos temáticos de 4 semanas cada, dentro do ciclo. |
| Semana | Gramática fixa, igual em todos os blocos: Estrutura → Progressão → Estabilização → Defesa. |
| Aula | 6 blocos de tempo fechados, em dois formatos (60 e 90 min). Máximo de 2 técnicas por aula. |
| Trilhas | Duas: Fundamentos (aluno novo, ambiente protegido) e Geral. Mesmo tema, profundidades diferentes. |
| Professor | Obrigatório × Livre + plano escrito a cada etapa + reunião de alinhamento antes de cada ciclo. |
03 — CURRÍCULO · O CICLO
Guarda e passagem, os dois lados do mesmo território.
O ciclo tem 17 semanas e roda três vezes por ano. O Ciclo 1 — o sistema fundamental — é Guarda e Passagem: quatro blocos, 32 aulas. Dois meses aprendendo a jogar por baixo, dois meses aprendendo a desmontar exatamente o que se aprendeu.
As quatro regras do ciclo
1 · Um bloco, uma posição. Quatro semanas na mesma posição. Tempo suficiente para o corpo gravar.
2 · Dois meses de guarda, dois meses de passagem. O aluno vive os dois lados do mesmo território dentro do mesmo ciclo — nunca aprende a jogar por baixo sem aprender a desmontar aquilo por cima.
3 · As duas aulas da semana são consecutivas. A Aula B parte de onde a Aula A terminou — quase sempre como resposta à defesa que a Aula A provoca.
4 · O domínio não é um mês, é a semana 3 de todo bloco. 100kg, montada e costas aparecem onde a posição naturalmente desemboca — treinados quatro vezes por ciclo, sempre em contexto, nunca soltos.
Mês 1
Guarda fechada
Por baixo
Mês 2
Meia-guarda
Por baixo
Mês 3
Passagem da fechada
Por cima
Mês 4
Passagem da meia
Por cima
Toque em cada mês para ver o detalhamento semana a semana ↓
Mês 1 · Semanas 1 a 4 · Jogo por baixo
Guarda Fechada
Conceito do bloco: quem controla a postura, controla a luta. Da guarda fechada não se ataca com força — ataca-se com quadril, pegada e ângulo.
Semana 1Estrutura e sobrevivência
Antes de qualquer ataque, existir na posição.
Aula A
Pegadas e postura do guardeiro
- Fechar a guarda: altura dos pés e alinhamento de quadril
- Pegada padrão de gola e manga
- Ombros fora do chão, cotovelos colados
Aula B
Quebra de postura
- Retomada da pegada da Aula A
- Quebra com pernas altas e puxada de gola
- Controle da cabeça quando ele tenta postar
EncadeamentoA Aula A entrega a pegada. A Aula B usa exatamente essa pegada como ponto de partida.
Semana 2Desequilíbrio e progressão
Com a postura quebrada, tirar a base.
Aula A
Raspagem de tesoura
- Angulação e formação da tesoura
- Direção do peso e conclusão da raspagem
Aula B
Hip bump — quando a tesoura é defendida
- Leitura: ele posta a base para o lado
- Hip bump como consequência natural
EncadeamentoNão se decora raspagem — escolhe-se a raspagem conforme a reação do outro.
Semana 3Estabilização e conclusão
Onde a guarda fechada desemboca: montada por cima, ou finalização de baixo.
Aula A
Da raspagem à montada
- Consolidar o topo depois da tesoura
- Base e controle na montada
- Armlock e cruzado da montada
Aula B
Finalizar de baixo — a cadeia
- Armlock e estrangulamento cruzado da guarda
- Triângulo quando o braço é retirado
- Omoplata quando o braço vai para o outro lado
Domínio em contextoA montada não é tema de outro mês — é onde a raspagem termina.
Semana 4Defesa e recuperação
Os dois cenários em que a guarda fechada dá errado.
Aula A
Quando ele levanta
- Quebrar a base de quem fica em pé
- Voltar ao solo com segurança
Aula B
Quando a guarda é aberta
- Pernas ativas e frames no momento da abertura
- Fechar de novo antes que ele consolide
Mês 2 · Semanas 5 a 8 · Jogo por baixo
Meia-Guarda
Conceito do bloco: o underhook decide. Quem pega as costas do braço manda na posição — todo o resto é consequência.
Semana 5Estrutura e sobrevivência
Não ficar plano. A meia-guarda vive de estar de lado.
Aula A
Estrutura da meia-guarda
- Knee shield e frames de antebraço
- Alinhamento de quadril — nunca de costas para o chão
Aula B
A disputa do underhook
- Conquistar o underhook a partir do knee shield
- Manter quando ele tenta o whizzer
EncadeamentoA estrutura da Aula A é a plataforma; o underhook da Aula B é a arma que nasce dela.
Semana 6Desequilíbrio e progressão
Duas raspagens: uma para quem tem o underhook, outra para quem não tem.
Aula A
Raspagem com underhook
- Do underhook ao dogfight
- Do dogfight ao topo
Aula B
Quando o underhook é negado
- Raspagem de gancho profundo
- Leitura: o whizzer dele abre o outro caminho
EncadeamentoMesma lógica do mês 1: a Aula B é a resposta à defesa provocada pela Aula A.
Semana 7Estabilização e conclusão
Onde a meia-guarda desemboca: o topo, ou as costas.
Aula A
Consolidar o topo
- Da raspagem ao 100kg e à montada
- Impedir a recomposição imediata
Aula B
Das costas ao mata-leão
- Costas a partir do dogfight
- Ganchos, cinto de segurança e mata-leão
Domínio em contextoAs costas aparecem aqui porque é para lá que o dogfight leva — não porque é “o mês das costas”.
Semana 8Defesa e recuperação
A meia-guarda sob pressão.
Aula A
Quando se perde o knee shield
- Recuperar a estrutura de lado
- Impedir a pressão de peito e o crossface
Aula B
Quando ele quase passa
- Voltar à meia-guarda
- Recompor para a guarda fechada
Fecha a primeira metadeDois meses depois, o aluno tem um sistema de guarda: fechada e meia, ligadas pela recomposição.
Aqui o tabuleiro viraOs dois primeiros meses formaram o guardeiro. Os dois seguintes formam o passador — e passam exatamente as guardas que a academia acabou de aprender. No mês 3, o aluno defende a própria guarda contra alguém que está aprendendo a abri-la: não aprende a passagem como assunto novo, mas como resposta a algo que já sabe fazer.
Mês 3 · Semanas 9 a 12 · Jogo por cima
Passagem da Guarda Fechada
Conceito do bloco: guarda fechada não se passa — se abre. Passar é o que vem depois da abertura, e quase todo erro acontece antes dela.
Semana 9Estrutura e sobrevivência
A postura de quem está dentro da guarda. Sobreviver antes de abrir.
Aula A
Postura por cima
- Coluna ereta, cotovelos dentro, mãos no lugar certo
- Não dar a gola nem a manga
Aula B
Quebra das pegadas
- Desmontar a pegada de gola e manga
- Recuperar a postura quando ela é quebrada
Espelho do mês 1Exatamente as pegadas que eles aprenderam a fazer na semana 1 — agora vistas do outro lado.
Semana 10Desequilíbrio e progressão
Abrir e passar. Duas famílias, uma respondendo à defesa da outra.
Aula A
Abertura em pé e passagem por dentro
- Abertura em pé com controle de quadril
- Knee slice (joelho cortando)
Aula B
Quando ele recompõe as pernas
- Toureando e passagem por fora
- Controle das pernas e do quadril
Semana 11Estabilização e conclusão
Onde a passagem desemboca: o 100kg. Passar e não segurar é não ter passado.
Aula A
Fixar o 100kg
- Pressão de ombro e pontos de conexão
- Impedir a recomposição de guarda
Aula B
Progredir e finalizar
- Do 100kg ao joelho na barriga e à montada
- Kimura e americana do 100kg
Domínio em contextoSegunda vez no ciclo que o 100kg é trabalhado — e sempre como destino de um caminho, não como tema solto.
Semana 12Defesa e recuperação
O passador em desvantagem.
Aula A
Não ser raspado
- Base contra a tesoura e o hip bump
- Prevenção do triângulo e do armlock durante a abertura
Aula B
Quando ele recompõe
- Voltar à postura sem perder terreno
- Reiniciar a abertura com calma
O ciclo se fecha sobre siAqui o passador defende exatamente os ataques que a academia treinou nas semanas 2 e 3.
Mês 4 · Semanas 13 a 16 · Jogo por cima
Passagem da Meia-Guarda
Conceito do bloco: tirar o underhook e o joelho. Enquanto o adversário tiver os dois, não existe passagem — existe esforço.
Semana 13Estrutura e sobrevivência
Peso no lugar certo antes de qualquer tentativa.
Aula A
Postura dentro da meia
- Crossface e peso na cabeça
- Alinhamento do quadril contra o knee shield
Aula B
A disputa do underhook por cima
- Whizzer e controle do braço
- Negar o underhook antes que ele exista
Espelho do mês 2A mesma disputa da semana 5, agora pelo lado de cima.
Semana 14Desequilíbrio e progressão
Duas passagens: esmagando ou circulando.
Aula A
Passagem de pressão
- Cabeça e braço esmagando o knee shield
- Retirada do joelho e travessia
Aula B
Quando a pressão não abre
- Rodar para o outro lado
- Passagem por trás quando ele defende de frente
Semana 15Estabilização e conclusão
Onde a passagem da meia desemboca: 100kg ou costas.
Aula A
Consolidar e finalizar
- 100kg vindo da meia-guarda
- Estrangulamento de lapela e chave de braço
Aula B
As costas quando ele vira
- Acompanhar a virada e encaixar os ganchos
- Cinto de segurança e mata-leão
Domínio em contextoQuarta vez no ciclo. Ao fim dos quatro meses, 100kg, montada e costas foram treinados em oito aulas — sempre como consequência.
Semana 16Defesa e recuperação
O passador em desvantagem — e o fechamento do ciclo.
Aula A
Não ser raspado da meia
- Defender a raspagem de gancho profundo
- Sobreviver ao dogfight
Aula B
Quando ele recupera a guarda
- Voltar à postura e reiniciar
- Encadeamento entre as duas passagens do ciclo
Semana 17
Semana de Integração
Sem tema novo. É a semana em que os quatro blocos se revelam um sistema só.
Aula A
O ciclo inteiro em um round
- Rola específico começando da guarda fechada e indo até a finalização
- Encadear guarda → raspagem → domínio → costas
Aula B
Celebração
- Aula aberta, treino leve, integração entre as trilhas
- Entrega dos graus, com o nome de cada aluno dito na frente da turma
Uma vez por anoNo ciclo que antecede setembro/outubro, esta semana recebe também a cerimônia anual de troca de faixa.
Como os três ciclos formam o ano
Como os três ciclos formam o ano
Ciclo 1 · o sistema fundamental
Guarda fechada · Meia-guarda · Passagem da fechada · Passagem da meia. As guardas de contato, que todo adulto usa e que sustentam o jiu-jitsu inteiro.
Ciclo 2 · as guardas de pegada
De la Riva · Laçada e spider · Toureando · Leg drag. O aluno chega à guarda aberta no quinto mês, não no nono — a preocupação que originou este desenho.
Ciclo 3 · as guardas de distância
Guarda sentada · Borboleta e X · Passagem contra guarda sentada · Passagem de pressão contra borboleta. Fecha o mapa das famílias de guarda e de passagem.
Ao fim de um ano
Seis meses de guarda e seis de passagem, sempre emparelhados. O aluno não aprendeu doze posições — aprendeu três sistemas completos, cada um pelos dois lados. A ordem dos ciclos 2 e 3 é decisão da coordenação técnica.
04 — CURRÍCULO · A GRAMÁTICA DAS 4 SEMANAS
Toda semana tem uma natureza.
A sequência das quatro semanas de cada bloco é sempre a mesma — muda apenas o tema. Isso torna o método ensinável: um professor novo aprende a estrutura inteira em uma conversa de dez minutos.
Semana 1
Estrutura e sobrevivência
Frames, postura, controle de quadril, conexão corporal. Antes de atacar, não morrer.
Semana 2
Desequilíbrio e progressão
Quebra de base, direção do peso, timing, alavanca. Sair da estabilidade para o avanço.
Semana 3
Estabilização e conclusão
Continuidade, pressão, consolidação, impedir a recomposição do adversário.
Semana 4
Defesa e recuperação
Calma, reposicionamento, defesa inteligente, recuperação de estrutura.
05 — TURMAS · AS DUAS TRILHAS
Aluno novo e faixa-roxa não fazem a mesma aula.
Colocar o iniciante na mesma aula do graduado é a principal causa de evasão: o aluno novo entra, não entende nada, apanha no rola livre e não volta. As duas trilhas seguem o mesmo tema da semana — o que muda é a profundidade, a quantidade de técnica e o tipo de treino.
Trilha Fundamentos
- Da primeira aula até o 3º grau da faixa branca
- 1 técnica + 1 detalhe por aula
- Ênfase em movimentação básica e educativos
- Sem rola livre. Apenas rola específico, a partir da posição estudada, com intensidade controlada
- Duplas formadas pelo professor, sempre
- Ambiente cooperativo — aprender, não vencer o colega
Trilha Geral
- Do 3º grau da branca em diante
- Máximo 2 técnicas + 1 variação por aula
- Conexões entre posições e leitura de jogo
- Rola específico e rola livre
- Duplas livres, com supervisão do professor
- Intensidade responsável — dureza sem ego
Se a grade não comportar duas turmas separadasA trilha Fundamentos pode existir dentro da aula geral: os alunos de Fundamentos treinam juntos, num canto definido do tatame, com um professor ou aluno graduado responsável, seguindo a versão simplificada do mesmo plano — e são liberados antes do rola livre. Não é o ideal, mas resolve 80% do problema com zero impacto na grade.
06 — OPERAÇÃO · A AULA
Blocos de tempo fechados.
Os tempos abaixo são uma estimativa de referência — uma proporção saudável entre as partes da aula, não um cronômetro rígido. O professor ajusta ao ritmo da turma e do dia. O que é inegociável é seguir a dinâmica completa: todos os blocos, na ordem.
| Bloco | G60 | G90 | F60 |
| Ritual + aquecimento · saudação, drills e mobilidade ligados ao tema | 10 | 12 | 12 |
| Conceito central · o princípio e o "porquê". Máx. 3 min de fala | 3 | 5 | 4 |
| Desenvolvimento técnico · poucas técnicas, muita repetição | 23 | 35 | 28 |
| Rola específico · começando da posição estudada | 14 | 18 | 14 |
| Rola livre · criatividade, intensidade responsável | 8 | 18 | — |
| Encerramento · conceito em uma frase, avisos, saudação | 2 | 2 | 2 |
| TOTAL | 60 | 90 | 60 |
A regra que protege o métodoSe faltar tempo, corta-se do rola livre — nunca do conceito ou do rola específico. É neles que a metodologia acontece. O rola livre é importante, mas é a parte que o aluno consegue repor em qualquer aula.
07 — OPERAÇÃO · OBRIGATÓRIO × LIVRE
A escola define o quê, o professor define como.
O coração do método: padronização sem apagar a personalidade de cada professor.
Obrigatório
- Seguir o tema da semana
- Ensinar o conceito central
- Explicar o "porquê"
- Conectar posições
- Utilizar rola específico
- Respeitar os blocos de tempo
- Respeitar o limite de técnicas por aula
- Começar no horário
- Cumprir o ritual de entrada e saída
- Registrar a presença dos alunos
Livre
- Técnicas
- Detalhes
- Sequência específica
- Estilo de jogo
- Intensidade da aula
- Didática individual
- Escolha dos drills de aquecimento
- Formato do rola específico
- Histórias, analogias e referências
- Ritmo e energia da aula
08 — CULTURA · ETIQUETA E RITUAL
O que faz sentir-se na mesma escola.
A camada mais barata de implantar e a que o aluno mais percebe — mesmo treinando com professores diferentes em dias diferentes.
- Pontualidade. O professor chega antes e começa na hora. Atraso do professor é falha grave.
- Saudação de abertura e encerramento, sempre, nas duas trilhas.
- Kimono limpo, unhas cortadas, sem odor. Cobrança respeitosa e reservada, nunca pública.
- Cumprimentar antes e depois de cada rola.
- Não sair do tatame sem avisar o professor.
- Sem celular na área de treino, salvo gravação autorizada.
- Linguagem adequada — professor e aluno. Ambiente intenso não é ambiente pesado.
09 — PROFESSOR · MANUAL DO PROFESSOR
Método é hábito coletivo, não arquivo.
Sem esta camada, todo o resto vira documento de gaveta. Um método se sustenta com rotina de alinhamento, não com PDF.
A cada etapa · 4× por ciclo
Plano da etapa
Na abertura de cada bloco de 4 semanas, a coordenação envia o plano das quatro semanas de uma vez: tema, conceito central de cada semana e sugestões de rola específico. Uma página — texto no grupo ou áudio curto. Não é reunião, é envio.
3× por ano · antes de cada ciclo
Reunião de ciclo
O único encontro formal da equipe. Avaliação do ciclo que terminou, leitura dos indicadores, dúvidas técnicas, alunos em risco, casos de graduação fora da régua e apresentação do ciclo que começa.
Checklist de aula
- Cheguei antes do horário e vou começar na hora.
- Estou apresentável: kimono limpo, higiene, postura.
- Li o plano da etapa e sei qual é o conceito central desta semana.
- Escolhi as técnicas pelo nível de compreensão da turma, não pelo que eu gosto de treinar.
- Vou explicar em até 3 minutos, sem excesso de detalhe.
- Sei quem é aluno novo hoje e com quem ele vai treinar.
- Vou variar o treino e formar as duplas protegendo os mais frágeis.
- Vou registrar a presença.
Regras de operação
- Cobertura de falta: quem substitui dá o mesmo plano da etapa. O aluno não percebe a troca no conteúdo — só na cara do professor.
- Professor novo: antes de assumir turma, assiste a 2 aulas, dá 1 aula acompanhado pelo coordenador e recebe uma conversa de 1 hora sobre este documento.
- Autonomia sob o trilho: quem discorda leva à reunião de ciclo — não altera por conta própria no tatame. Discussão é bem-vinda; improviso silencioso não.
- Quem escreve o plano: a coordenação técnica. Um único responsável — planos a várias mãos se contradizem.
10 — GESTÃO · INDICADORES
Como saber se está funcionando.
Quatro indicadores bastam. Revisados na reunião de ciclo, três vezes por ano.
Retenção em 90 dias
Como medir: % dos matriculados de um mês ainda ativos 3 meses depois.
Por quê: revela se o acolhimento e as primeiras semanas estão funcionando.
Frequência média
Como medir: aulas por aluno ativo por semana.
Por quê: mede engajamento real, não matrícula no papel.
Alunos em risco
Como medir: nº de alunos com 2+ faltas seguidas no mês.
Por quê: é a lista de trabalho da semana, não só um número.
Adesão ao método
Como medir: % de aulas dadas dentro do plano da etapa.
Por quê: diz se a metodologia saiu do papel — o indicador mais importante no primeiro ano.